seg, 08/17/2009 - 00:20
Conheço-te da brisa.
Do sereno oblíquo da manhã.
Conheço-te da vida,
Te conheço porque conheço não
Por terdes dedos de apontar estrelas
E pés de riscar o chão
Por isso eu te conheço:
A tarde deita em nós
Um jeito seu. O tempo continua.
As águas serpeiam no ventre do rio;
Homens vagueiam, no cerne, o nada.
Por isso eu te conheço
- Que de tão estranha lembras
um nome que tive -
Posto que sejas natureza
Por isso eu te conheço
Por possuirdes em teus traços
A fauna das velhas auroras,
Os lírios todos do campo,
Os molares dos teus filhos e netos.