sab, 08/08/2009 - 22:23
Olho o homem na estrada
O homem que vive o ideal
Que pisa, sob os pés, o nada
Estendendo títulos ao varal
Olho esse homem vencido
Que mente por não se ver
Que bendiz o não vivido
Que morre ao não morrer
Ei-lo! O homem correto
Com seus passos de arame
Vendendo seu corpo ereto
Tal a puta que paga o vexame
Ei-lo!Ei-lo! De máscara!
Todo circunspecto
Malhando em sua farsa
Outro filme antiestético!
Olho este homem moderno
Cruzando a dita via
Munido de seu caderno
E de um si de outro dia
Este é o homem do século!
É este o homem do código!
Eis o homem tubérculo