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O RIO

Minerva, um doce nome para uma mulher. E sabia Marivaldo que sua vida não mais seria a mesma. Ele que naquele dia saíra de casa carregado de todas as aflições possíveis, soube, naquela hora, no segundo exato da ocorrência, que sua vida estava para mudar num breve espasmo de alegria.

DEPOIMENTO

Poeta assim como eu. Mas que com seus acordes derramas muito mais que um poema:
Cada dedo teu, irmão, é um canário amarrado ao fio de liberdade das cordas deste um teu violão.
E tu mesmo sabes destes teus anseios. Sabes tu da natureza que canta em ti assim como canta no crepitar das copas das árvores e ruflar de asas de algum teu semelhante...
E eu sei da vida de meus poemas, meu poeta, que é deitada ao chão feito semente de sangue, e digo, das coisas dessa minha acontecência, que és - tu e teus acordes - o barco de expressividade de algum meu poema.

O HOMEM DO SÉCULO

Olho o homem na estrada
O homem que vive o ideal
Que pisa, sob os pés, o nada
Estendendo títulos ao varal

Olho esse homem vencido
Que mente por não se ver
Que bendiz o não vivido
Que morre ao não morrer

Ei-lo! O homem correto
Com seus passos de arame
Vendendo seu corpo ereto
Tal a puta que paga o vexame

Ei-lo!Ei-lo! De máscara!
Todo circunspecto
Malhando em sua farsa
Outro filme antiestético!

Olho este homem moderno
Cruzando a dita via
Munido de seu caderno
E de um si de outro dia

Este é o homem do século!
É este o homem do código!
Eis o homem tubérculo