sex, 10/23/2009 - 16:38
Com as veias sensíveis do meu corpo
Estendidas feito mãos de condenado,
Tão afiado na condição do meu estojo,
Expulso versos para fora do cercado.
São versos feitos de raízes e serenos,
Em que homens encantados de platô,
Na acústica matinal destes venenos,
Expeliram da minh'alma o pierrot.
São versos feitos de sarjetas e luares...
Mas eis que na profícua solidão dos bares,
Onde boêmios prescrevem suas mazelas;
Eis que de faíscas e quermesses medulares
A bruta imagem destes versos singulares
Desfaz-se ao pólen feminil de tuas telas!