dom, 08/16/2009 - 01:29
Ontem veio a síncope - Palmo olhar gasto
Dalguma velha hora. E era tudo que queria
A noite que, fria, esqueceu-se em retrato.
Homens circulavam pela dor que me erguia
Outra coroa de dez mil homens sepultados!
Era vasta a hora de outro mesmo vasto dia
Em que esposas e maridos, por fios costurados,
Escondiam da pele minha um riso que não se ria
Tudo me era. E eu, em tudo, uma voz preclara
Que se estendia por entre vazios agudos.
E a imensa bobeira de esticar a face, dura e rara,
Para além da imensa janela - em que sisudos
Postes iluminavam, dos flagelos, a triste cama -